
Existe algo, que defino como lei moral. Parece simples, mas na prática é muito difícil.
Quando se fala de algo, ou de alguém, na questão de julgamento, temos que olhar para dentro de nós. O que será que temos de diferente para podermos cobrar algo de outra pessoa? É estranho, em muitos casos, falar mal da personalidade de outro,mesmo tendo a mesma, e com um ego que é tão, tão grande, que se torna um gigante, e consegue ver de cima qualquer ser...
A humildade precede a honra, e o que eu acho que precede a humilade, é reconhecer, e além de reconhecer, querermos mudar o que temos de ruim. Creio que a simplicidade é a chave da felicidade plena. Aquela que vai além de problemas corriqueiros, além da preocupação do que vamos comer ou vestir. Despojar de nós mesmo, e sermos de fácil acesso para mudança, gera uma vida incrível, onde poderemos ter uma alegria, e uma certeza, que o nosso tesouro não é corruptível, e está guardado num lugar onde os olhos não veêm... Viver coisas novas, viver não pra nós mesmos, não pra nossos desejos e pretenções pessoais, viver para o que é eterno. Deixando o que é nosso de lado, deixando de achar cisco no olho do outro, e pararmos de ser sem vergonha, e sem sinceridade em nossas ações, quando elas não condizem com nossas palavras.
No final das contas, a maior lei moral que possa existir, é renunciarmos tudo o que achamos, tudo o que queremos, tudo que está em nosso orgulho, para viver a vida nos moldes de quem realmente deu a vida por nós. De quem nosso orgulho não é necessário, de quem não nos deixa e quem nos ama, apesar de tudo.
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